10 mitos e realidades do Síndrome de Down

 

10 mitos e realidades do Síndrome de Down

Em Portugal, um em cada 800 bebés nasce com Síndrome de Down ou Trissomia 21, anomalia genética que surge na presença integral ou parcial de uma terceira cópia do cromossoma 21.

Os portadores de Síndrome de Down tem feições características desta doença (forma arredondada do rosto, olhos amendoados e mãos e pés pequenos), acompanhadas de deficiência mental e atraso no seu desenvolvimento cognitivo infantil. Um jovem adulto com esta síndrome pode ter uma capacidade mental equivalente à de uma criança. Varia consoante os casos.

O facto de o bebé nascer com síndrome de Down não significa que os pais tenham problemas genéticos. Todavia, a probabilidade aumenta com a idade da mãe (mais frequente a partir dos 35 anos).

A trissomia 21 é detetada através de um exame pré-natal, acompanhado de mais diagnósticos após o nascimento do bebé. Estes rastreios devem continuar ao longo da vida da pessoa portadora para que se possa ir acompanhar o seu estado de saúde.

Mitos e realidades a desvendar

  1. A trissomia 21 tem cura?

A trissomia 21 não tem cura. Contudo, é possível proporcionar boa qualidade de vida a uma pessoa portadora, com a devida atenção, cuidados e educação.

  1. A síndrome de Down é mais característica nas pessoas brancas?

Não há diferenciação étnica ou rácica. É transversal a qualquer cultura.

  1. Ter uma pessoa com Síndrome de Down na família aumenta o risco de ter um filho portador da doença?

Existem vários tipos de Síndrome de Down: simples, mosaico e por translocação. Apenas o último (3 a 4% dos casos) tem um fator de hereditariedade envolvido. Ainda assim, só um terço dos casos de Síndrome de Down por translocação são hereditários.

  1. Apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem.

Sim, há um atraso no desenvolvimento da linguagem que pode ser observado logo na infância com as primeiras palavras, frases e na dificuldade articulatória para emitir alguns sons1.

  1. As pessoas com síndrome de Down podem constituir família?

Sim. E podem, inclusive, ter uma vida sexual tão ativa como as restantes pessoas. No entanto, existem muitos casos de infertilidade, sobretudo os homens, e uma probabilidade de terem um filho com a síndrome é de 50%.

  1. Podem trabalhar e ser remunerados?

Sim. São registados casos de crianças que frequentam escolas públicas, no ensino regular, apesar de mais personalizado. Muitos conseguem, inclusive, concluir o ensino superior. Apesar de conseguirem ter uma vida normal, com independência económica e financeira, requerem sempre algum apoio ao nível da autonomia pessoal e comunitária.

  1. São mais suscetíveis a doenças?

Sim, principalmente quando são crianças, uma vez que o seu organismo é bastante frágil e desprovido de algumas defesas imunitárias. Assim, nos primeiros anos de vida, são mais propensos ao aparecimento de infeções nos sistemas digestivo e respiratório. Todavia, com a idade, esta tendência vai diminuindo uma vez que vão conseguindo adquirir mais defesas.

  1. São mais agressivas?

Não. Bem pelo contrário, algumas são muito carinhosas. Porém, alguns transtornos podem estar associados à síndrome, como o autismo e levar a alterações de comportamentos como irritabilidade excessiva e agressividade.

  1. Podem praticar atividades físicas?

Sim e até é aconselhável que o façam para o seu bem estar físico e mental.

  1. Morrem mais cedo?

Atualmente, devido aos avanços na medicina, a esperança média de vida é muito maior. Com casos, que ultrapassam os 60 anos.

Apesar de a doença apresentar vários graus de gravidade, as pessoas com trissomia 21 necessitam de uma maior atenção e cuidado. Por isso, o amor e o carinho são fundamentais para o seu desenvolvimento no seio familiar e social.

*Os conteúdos são informativos e não pretendem substituir pareceres de cariz profissional e científicos.