Auxiliares de Acção Médica de Transporte do Serviço de Imagiologia “encurtam distâncias” no HFF

2 Fevereiro, 2022

O serviço de Imagiologia do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca dispõe, no que respeita à realização de exames, de uma valência adicional que, todos os dias, faz a diferença na vida de centenas de doentes internados.

Transportados “umas vezes de cama”, outras “de cadeira, mas maioritariamente acamados”, os utentes do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca contam com o apoio de uma equipa de 15 elementos para chegar onde é necessário, dentro do hospital.

“Acompanhamos o doente antes da realização do exame, durante e depois”, avança Luís Parreira, 35 anos, responsável pela equipa desde outubro de 2019, sob a Coordenação da TSDT Coordenadora do Serviço de Imagiologia.

Diariamente, esta equipa percorre muitos quilómetros nos corredores do HFF.

“A média de quilómetros que percorremos por turno depende do local onde o utente está internado. Pode estar na Torre Amadora ou na Torre Sintra…Diria que em média percorremos diariamente cerca de 5 a 7 quilómetros”, relata o auxiliar de ação médica, com raízes alentejanas.

O número de utentes que auxiliam por dia “varia bastante”, refere Luís Parreira, pois, explica o responsável, a equipa “dá apoio a todos os doentes internados que necessitam de realizar exames desde ecografias, TAC, Ressonância Magnética, Raio X, Cateterismos, CPRE”.

A equipa de auxiliares médica dá ainda resposta aos “utentes que recorrem ao Serviço de Urgência e necessitam de alguns exames”.

Com orgulho e muita satisfação, Luís Parreira destaca que o trabalho diário da equipa de auxiliares de ação médica “elimina barreiras e diminui o tempo de espera do utente”.

“Esta equipa é peça fundamental e de máxima importância pois tem acesso aos exames que o doente vai realizar, à preparação necessária tendo contacto privilegiado com a equipa de TSDT e médica”, destaca o profissional.

De manhã à noite, a saúde e bem-estar bem como o conforto do doente é prioridade para os profissionais do HFF. Pelo caminho, trocam-se afetos e confidências.

“Enquanto levamos os doentes ouvimos curtas histórias, experiências vividas na enfermaria…Por vezes, um olhar, um toque na mão ou uma carícia no rosto (após ajustar a máscara ao utente), vale mais do que mil palavras”, conclui Luís Parreira.

O transporte de utentes, esclareça-se, é uma valência que “existe desde sempre” no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca. Inicialmente estava afeta à Direção de Enfermagem e era composta também pelos Auxiliares das Torres.