A Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra iniciou, dia 23 de dezembro, no Serviço de Urgência Geral do Hospital Fernando Fonseca, a implementação de um projeto-piloto inovador que introduz um novo circuito assistencial para doentes triados com pulseiras azul, verde e amarela, recorrendo à automatização e à inteligência artificial, com o objetivo de reduzir os tempos de espera e de permanência dos utentes naquele serviço.
Denominada Via Integrada de Atendimento, a iniciativa assenta na utilização de algoritmos clínicos baseados em evidência científica, permitindo acelerar o diagnóstico e o tratamento inicial destes doentes e contribuindo para a melhoria da experiência dos utentes, dos indicadores de qualidade e do funcionamento do Serviço de Urgência Geral.
Após a Triagem de Manchester, os utentes elegíveis recebem adicionalmente uma pulseira dourada, sendo convidados a responder a um questionário clínico digital, no telemóvel ou num quiosque disponível no serviço, com um tempo médio de preenchimento entre 10 e 15 minutos. A informação recolhida é automaticamente analisada pelo sistema, originando uma nota clínica estruturada e uma proposta de plano de tratamento para validação médica. Sempre que necessário, os doentes são encaminhados diretamente para exames complementares de diagnóstico ou terapêutica, antes da primeira observação médica.
A ULS Amadora/Sintra é a primeira Unidade Local de Saúde do país a implementar o modelo de Via Integrada de Atendimento de forma totalmente integrada com o software da urgência e acessível a todos os médicos, recorrendo à inteligência artificial para a criação automática de uma nota clínica estruturada de apoio à decisão médica.
Embora o projeto se encontre numa fase inicial, estima-se uma redução de até 1 hora no tempo de permanência dos doentes elegíveis no serviço de urgência.
“Este projeto, a par da implementação do Centro de Responsabilidade Integrada para Urgência Geral, é uma das várias medidas que a ULS Amadora/Sintra está a implementar para responder de forma mais eficiente ao aumento da procura e aos elevados tempos de espera na urgência, permitindo melhorar o desempenho do serviço e a utilização dos recursos disponíveis, num contexto particularmente exigente do ponto de vista assistencial”, sublinha Carlos Sá, presidente do Conselho de Administração da ULS Amadora/Sintra.