O primeiro bebé a nascer em Portugal em 2023 completa hoje um mês de vida.
Aariz foi um menino extremamente pontual: nasceu às 00:00 de dia 1 de janeiro, sem truques ou “batotas”, de parto natural, no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF).
E assim, escassos segundos após as doze badaladas, deu aos seus pais, ao seu irmão mais velho, e a todos os profissionais que se encontravam de serviço no Bloco de Partos do HFF um réveillon inesquecível. Tinha nascido o bebé do ano no HFF!
Aos 44 segundos, as experientes mãos da enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, Bruna Scalco, pousaram o pequeno Aariz em cima do ventre da sua mãe, perante a comoção geral, e muitas fotografias disparadas, com o relógio enquadrado como “prova” do feito pontualíssimo do pequeno bebé Aariz.
“Estávamos preparados! Ninguém nos ia tirar o ‘Bebé do Ano’. É que já nos foi ‘roubado’ em anos anteriores, por estarmos fora de Lisboa e sermos há muitos anos um hospital multicultural onde nascem bebés de todas as nacionalidades!”, conta a enfermeira Bruna.
Bruna Scalco não tem ideia quantos bebés trouxe ao mundo. Mas este foi o seu primeiro “Bebé do Ano”. Nunca o esquecerá.
“Trabalho quase sempre no Natal ou no fim do ano”, explica. “Tínhamos quatro senhoras em trabalho de parto. Aquele parto cabia-me a mim, porque dividimos sempre um parto para o enfermeiro, e um parto para o médico interno. A utente já tinha a dilatação completa, e foi um esforço de equipa: tínhamos toda a gente a pedir para fazer força!”, lembra, a rir, precisando que apenas nove minutos depois, nasceu outro bebé no HFF. Foram dez primeiros minutos de grande alegria e agitação na Maternidade da instituição.
No HFF cabe todo o mundo.
Os nossos utentes sabem-no. Os nossos profissionais também.
Aariz é filho de pais paquistaneses que há três anos escolheram Portugal para construir uma vida melhor. O seu nome é de origem hindi, e significa “homem inteligente, respeitável, líder de uma nação”. O futuro o dirá.
Bruna Scalco é enfermeira do HFF há 24 anos. Tal como Aariz, é também uma cidadã do mundo. É brasileira, tem ascendência e nacionalidade italiana, vive em Portugal e é casada com um enfermeiro de nacionalidade espanhola.
Este “caldeirão” de geografias ajuda-a a encarar com naturalidade as diferenças culturais que todos os dias enfrenta no Bloco de Partos do HFF: “São muitas as diferenças, mas conseguimos sempre ultrapassar as dificuldades. Tradicionalmente, as nossas utentes de outras nacionalidades não gostam de ser observadas por profissionais homens. E quando não falam inglês, ou francês comunicamos por gestos, ou através do telemóvel, com as ferramentas tecnológicas. Há sempre uma solução”, diz.
O tempo é uma medida muito relativa num bloco de partos.
Hoje em dia, o hospital é o local onde a vida inicia o seu contrarrelógio. É aqui que se expandem os pulmões pela primeira vez com o ar que se irá respirar para toda a vida. É também num hospital que dá o primeiro grito e se chora pela primeira vez.
O ritual repete-se. Hora após hora, dia após dia. Nascem em média sete bebés por dia no HFF. Sete dias por semana, todos os dias do ano.
Mas nunca deixa de ser fascinante o milagre da vida por mais que se repita. Porque quando um bebé nasce, o tempo para. E quando é o primeiro bebé do ano de todo o país a nascer na nossa instituição, passa a ser um pouco nosso também.
Passou um mês. Por estes dias, Aariz tem estado mais atento ao que o rodeia, e em breve esboçará o seu primeiro sorriso intencional.
Nós continuamos a sorrir sempre que nos lembramos que nasceu no nosso Hospital o “Bebé do Ano” pelas mãos de Bruna Scalco. Trouxemo-lo à vida e aqui estaremos para cuidar da sua saúde, sempre que precisar.
#asuasaudeanossamissao