Amamentação, gesto de amor para toda a vida

28 Setembro, 2017

Amamentar é um dos maiores atos de amor. Alimento ideal, o leite materno é o que mais se adequa às necessidades nutricionais e ao aparelho digestivo ainda imaturo de um recém-nascido.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda-o como fonte alimentar exclusiva durante os primeiros seis meses de vida.

É muito comum dizer-se que amamentar é o melhor para o bebé. É verdade e está provado cientificamente.

Mas por vezes é difícil amamentar, principalmente no início quando a mulher se sente mais debilitada e a viver um turbilhão de emoções. É preciso ter força de vontade.

Decidir amamentar ainda antes de o bebé nascer é um passo importante para tornar mais fácil as eventuais dificuldades depois do parto.

À mãe aconselha-se o consumo de alimentos nutritivos (como verduras e frutas) e a ingestão de muitos líquidos. O descanso é muito importante, em particular durante as primeiras semanas após o nascimento da criança.

Benefícios:

  • O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado para os bebés, contêm todos nutrientes e sais minerais que a criança precisa até os seis meses de idade;
  • É um alimento de fácil digestão e não prova cólicas. Fortalece o sistema imunológico e previne alergias, obesidade, intolerância ao glúten e doenças crónicas;
  • No leite materno é encontrada uma molécula chamada PSTI, responsável por reparar e proteger o intestino do bebé, que é muito delicado;
  • O momento da amamentação intensifica o vínculo entre a mãe e filho, através do colo, do contato físico, do calor materno e da troca de olhares entre ambos. Tem um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança;
  • A sução ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebé;
  • Protege a mulher contra o cancro da mama, ovários e doenças cardiovasculares. Possibilita bem-estar, realização e também ajuda a emagrecer;
  • Durante os seis primeiros meses de vida, a criança não precisa de nenhum outro alimento. É só dar peito, que a natureza encarrega-se do resto.

Nos primeiros dias de vida, os recém-nascidos chegam a mamar oito a quinze vezes por dia. Esta situação é normal, pois o leite materno é de fácil digestão. Após a primeira semana, os bebés passam a mamar entre seis a oito vezes por dia, o que equivale a dar de mamar de três em três ou de quatro em quatro horas.

Para saber se o bebé está a mamar bem, é preciso ter atenção a alguns sinais, nomeadamente ouvi-lo a deglutir, ver se a boca está bem aberta, se o queixo toca no peito da mãe e se os movimentos começam de forma rápida e acalmam ao longo da amamentação. Uma má pega pode ser lesiva para ambos, com fissuras nos mamilos da mãe e o bebé insatisfeito, não obtendo os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento saudável.

O momento de amamentar deve ser da mulher e do seu bebé, num local calmo, descontraído e sem barulho. Só relaxado, é que o bebé irá mamar bem e fazer desses minutos um momento feliz. Quando a amamentação estiver implementada, a mulher poderá tirar o leite com uma bomba e pedir ao pai para o dar ao bebé. Assim conseguirá descansar mais.

A decisão de não amamentar não deve levar a uma penalização da mulher. Amamentar só faz sentido se for decidido livremente. Dar o biberão a um filho também pode ser um momento feliz.