Cicloergómetro ajuda na recuperação do doente crítico 

22 Fevereiro, 2022

O Serviço de Medicina Intensiva (SMI) do nosso hospital, com o apoio da AMASIN – Associação dos Amigos e Utentes do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), tem um novo cicloergómetro, um equipamento de extrema importância para a recuperação do doente crítico.

Paulo Freitas, diretor do SMI, afirma que a estratégia de reabilitação do doente crítico mudou e que este equipamento é muito importante para a recuperação dos doentes do SMI. “Há alguns anos, entendíamos que os doentes deviam estar sedados e adaptados ao ventilador. Agora, defende-se que uma mobilização mais precoce do doente, a sua autonomia motora e ventilatória e a recuperação cardiovascular são, também, conseguidas com o exercício físico. O objetivo é que o doente saia do ventilador já com uma recuperação da sua performance muscular, que o permita tornar-se autónomo mais rapidamente possível, para que regresse à sua vida normal. Este equipamento é essencial nesse sentido”, refere Paulo Freitas.

Filipa Ramalho e Gonçalo Lopes, fisioterapeutas do SMI, explicam as mais-valias da utilização do novo cicloergómetro, dizendo que, por norma, durante o acamamento os doentes perdem massa muscular, força, mobilidade e têm uma diminuição da capacidade de função, razão pela qual o fisioterapeuta, assim que possível, inicia a sua mobilização precoce no internamento, ainda nos cuidados intensivos.

“O cicloergómetro vem ajudar-nos muito. É mais um complemento a esta estimulação precoce e este equipamento em particular tem uma grande vantagem, uma vez que pode funcionar também de forma passiva. É eletrónico, pode ser usado na cama ou num cadeirão”, afirma Filipa Ramalho.

E continua: “Juntamente com a fisioterapia, o cicloergómetro vai ajudar a melhorar a função do doente, a reduzir a incapacidade e a melhorar a qualidade de vida. Os internamentos vão ser mais curtos, ou seja, a alta vai mais breve, assim como o regresso ao trabalho e à vida normal. O que queremos em reabilitação é que a pessoa regresse o mais funcional possível às suas rotinas diárias.”