Colado ao ecrã… E agora? A Pediatria explica!

15 Setembro, 2024

Quanto tempo passa o seu filho diante de ecrãs? Para responder a esta questão deve incluir todo o tempo gasto, por dia, em tablets, computadores, smartphones, consolas de jogos e televisão.

Existem recomendações para o tempo de ecrã diário, com supervisão, de acordo com a faixa etária: até aos 2 anos não utilizar; 2 aos 5 anos 1 hora; acima dos 5 anos 2 horas; adolescente 2 a 3 horas. É importante lembrar que, para todas as idades, incluindo os adultos, os ecrãs não devem ser utilizados durante as refeições e pelo menos 1 hora antes de dormir.

O uso excessivo de ecrãs pode impactar a vida da criança nas seguintes formas:
– Prejudica o sono levando a sonolência diurna, agitação e irritabilidade, dificuldade de concentração e de aprendizagem.

– Aumento do sedentarismo, ao substituir a atividade física e atividades ao ar livre, aumentando a obesidade.
– Limita as oportunidades de desenvolver habilidades motoras como correr, saltar e atirar.

– Reduz o tempo dedicado a interações sociais e atividades em grupo e prejudica o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais e a linguagem.
– Exposição a conteúdos agressivos levando a maior violência, bullying e mesmo problemas de saúde mental.

Verdade ou mito? “A utilização excessiva de ecrãs prejudica a visão”

É verdade! A utilização de ecrãs afeta (e muito) a visão. Chama-se Síndrome da visão do computador a este problema de saúde, que pode atingir quem passa muitas horas (mais de 2 a 3 horas diárias) com os olhos postos num ecrã, independentemente da idade.

A tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia. Por isso… é importante estabelecer limites para o tempo de utilização de ecrãs e incentivar atividades físicas e de lazer que promovam o desenvolvimento saudável das crianças. É, ainda, recomendado que os pais monitorizem o conteúdo a que as crianças têm acesso e promovam o uso consciente e educativo da tecnologia.
E lembre-se: “…e agora? A Pediatria explica!”, a cada 15 dias no Instagram do HFF!