Hoje assinala-se o Dia Europeu do Enfermeiro Perioperatório e o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) associa-se a esta data. Estes profissionais de saúde – detentores de conhecimentos e competências específicas – dedicam-se a cuidar da pessoa doente no bloco operatório, mantendo a sua estabilidade, segurança e bem-estar, antes, durante e após a cirurgia.
Ou seja, o Enfermeiro Perioperatório atua desde o momento em que o médico cirurgião decide iniciar a operação e a comunica ao utente, até ao momento em que este recebe alta do recobro. O Dia Europeu do Enfermeiro Perioperatório é celebrado em toda a Europa com o objetivo de promover a evidência do contributo do trabalho desenvolvido pelos enfermeiros/as perioperatórios e pela literacia do cidadão na área da segurança cirúrgica.
Em Portugal, a Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses (AESOP), através da sua afiliação na EORNA (European Operating Room Nurses Association), participa todos os anos nas comemorações desta efeméride europeia, desafiando os enfermeiros perioperatórios a unirem-se em torno do lema dos festejos. E em 2023 o tema é: “Aprender, Liderar, Inspirar”.
Nesse sentido, durante esta semana, de 13 a 19 de fevereiro de 2023, as equipas de Enfermeiros Perioperatórios são convidados a divulgar nas redes sociais nota dos projetos de melhoria contínua na área da segurança do doente. Estes projetos são desenvolvidos, a nível nacional, com o objetivo de contribuir para a melhoria das práticas centradas no doente com ganhos em saúde.
O grupo de trabalho da equipa de Enfermagem do HFF é constituído pelas enfermeiras/os especialistas Ana Tadeu, Carla Serralha, Cláudia Craveiro, Rosária Correia e Samuel Fonseca. E o tema escolhido, neste Hospital, para o Projeto de melhoria contínua na área de segurança do doente perioperatório foi: “Controlo da temperatura corporal no perioperatório”.
Sabia que a temperatura corporal é um sinal vital e o Bloco Operatório constitui um contexto fortemente indutor de exposição física à temperatura ambiente, podendo resultar, por exemplo, em casos de hipotermia? É verdade e esse é um dos motivos que leva a Sociedade Americana de Anestesiologistas a preconizar a mesma como monitorização standard básica para qualquer procedimento anestésico, assim como a avaliação contínua da oxigenação, da ventilação e da circulação.
A avaliação do parâmetro da temperatura deve ser cada vez mais uma prática regular, fomentando os registos de enfermagem e a aplicabilidade das recomendações e algoritmos para fomentar a normotermia perioperatória. O Ciclo PDCA – Plan, Act, Check, Do, constitui o guia de orientação para a elaboração deste projeto:
– Plan: motivar os profissionais de enfermagem para a avaliação e registo da temperatura corporal do doente no perioperatório;
– Do: apresentação em powerpoint, controlo mais rigoroso da temperatura; adoção de intervenções baseadas na evidência (avaliação dos fatores de risco, sinais/sintomas de hipotermia, nível de conforto do doente, aquecimento passivo e ativo);
– Check: recolha de dados e interpretação dos resultados obtidos;
– Act: os métodos de monitorização da temperatura e de prevenção da hipotermia devem ser adotados conforme as recomendações da instituição, protocolos de monitorização pré/intra/pós-operatório, algoritmos e a Escala de Avaliação do Conforto Térmico.
Com este projeto as/os enfermeiros/as perioperatórios do HFF renovam assim o seu compromisso de contribuir para a melhoria das práticas centradas no doente com ganhos em saúde.
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