Neste Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, que se assinala hoje, dia 4 de fevereiro, damos-lhe a conhecer o testemunho de duas utentes seguidas no Hospital de Dia de Oncologia do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF). Este Dia tem como objetivo desmistificar ideias pré-concebidas sobre o cancro e sensibilizar para a sua deteção e tratamento precoces.
Nilsa Brito e Binta Baldé. Estas duas utentes do HFF têm pelo menos duas coisas em comum: a luta contra esta doença e uma força inabalável para a combater.
Nilsa Brito, tem 58 anos foi diagnosticada com cancro em 2004, já lá vão quase 20 anos. “Em 2004 fui diagnosticada com cancro da mama, fui sujeita a várias operações, tratamentos e seguimento constante aqui no HFF. Uma vez questionei um dos médicos que me acompanhou se o cancro de que sofria tinha cura, e a resposta foi afirmativa, e lembro-me perfeitamente daquilo que respondi na altura: ‘Então se tem cura vamos isso!´”, conta-nos. E deixa uma mensagem a todos aqueles que se encontram na mesma situação: “nunca pensem negativo, nunca desistam, porque o cancro tem cura. Sejam fortes e nunca baixem a cabeça”. Atualmente Nilsa luta novamente contra este cancro, cuja recidiva foi detetada nas consultas de acompanhamento – e o pensamento positivo não a larga, sabe que irá continuar a lutar com todas as forças!
Binta Baldé recebeu o diagnóstico em 2010, tinha então 42 anos. Diz-nos que primeira reação foi de choque e apatia, mas depressa percebeu que o caminho a seguir era o da luta. Efetivamente, desistir não está no seu vocabulário. “Eu não sou uma pessoa de ir abaixo, mesmo depois de me ser detetado o cancro fiz a minha vida normal, o meu dia a dia. O apoio da família foi essencial neste processo”, diz. E continua: “as pessoas não podem cair na depressão quando recebem uma notícia destas, precisam esforçar-se e enfrentar de frente a doença. Tenham força e fé e confiem nos profissionais de saúde que tratam de nós, pois tudo fazem para que fiquemos curados e têm sempre uma palavra de carinho e conforto para nos consolar”.
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