Assinalar 30 anos de atividade é também olhar para o percurso construído e para os desafios que se colocam ao futuro. A Reunião de Pediatria do Hospital Fernando Fonseca (HFF), que decorre nos dias 28 e 29 de setembro, assinala as três décadas do Departamento da Criança e do Jovem, reunindo profissionais e especialistas de diferentes áreas para promover a partilha de conhecimento e a reflexão sobre a evolução dos cuidados pediátricos.
Nesta entrevista, Helena Loureiro, Diretora do Serviço de Pediatria, e Rosalina Barroso, Diretora do Serviço de Neonatologia, fazem um balanço do percurso do Departamento, destacando a evolução e diferenciação dos cuidados prestados, a hospitalização domiciliária, a formação e a atividade científica. Olhando para o futuro, sublinham a importância de manter a excelência e a humanização dos cuidados, bem como a articulação com a comunidade e a capacidade de atrair profissionais.
A Reunião de Pediatria do HFF assinala 30 anos do Departamento da Criança e do Jovem. Que significado tem este momento para a equipa e quais são os principais objetivos desta reunião?
Esta reunião pretende comemorar os 30 anos do Departamento da Criança e do Jovem, evidenciando algumas atividades que desenvolvemos e nas quais nos distinguimos. A equipa está orgulhosa do percurso do Departamento e pretende, para além de comemorar este evento, equacionar o futuro.
O programa aborda temas muito diferentes, desde a transição dos cuidados pediátricos para a idade adulta à inteligência artificial, passando pela hospitalização domiciliária. Há algum tema ou momento que gostaria particularmente de destacar?
Os temas são todos importantes e abrangentes, pois abordam temas relacionados com a população pediátrica desde o recém-nascido até à transição para a idade adulta. Foram convidados especialistas nas várias áreas e, portanto, serão todos momentos enriquecedores em termos de aquisição de conhecimentos.
Ao longo destes 30 anos, como avalia a evolução do Departamento da Criança e do Jovem do HFF?
O departamento acompanhou a evolução científica, conseguindo destacar-se em algumas áreas, abordadas nesta reunião, nunca deixando de privilegiar os direitos das crianças e das suas famílias, assim como a prestação de cuidados humanizados.
O que mudou mais na forma de cuidar das crianças e adolescentes?
Ao longo destes 30 anos, a Pediatria acompanhou a transição de cuidados predominantemente hospitalares para cuidados hospitalares no domicílio, de que são exemplo a UMAD e a hospitalização domiciliária (UHDP). Evoluímos em todas as áreas do departamento, prestando cuidados altamente diferenciados a recém-nascidos, crianças e adolescentes com doença aguda e crónica, quer médica quer cirúrgica.
Olhando para os próximos anos, quais considera serem os principais desafios da Pediatria e, em particular, do Departamento da Criança e do Jovem HFF?
Para o futuro, pretendemos manter a diferenciação do DCJ de acordo com a ciência atual, nunca esquecendo a humanização dos cuidados e a articulação do Hospital com a comunidade que servimos, promovendo também a formação e atividade científica.
O desafio do DCJ será o de manter a excelência dos cuidados que presta à população e assim ter a capacidade de atrair os melhores profissionais, promovendo a saúde das gerações futuras.
Consulte o Programa da Reunião de pediatria aqui