“Não se aceita, ponto!” é o mote da campanha nacional de «prevenção da violência no ciclo de vida», lançada a 14 de fevereiro no Centro de Congressos do Estoril, divulgação essa para a qual o Grupo Operativo Institucional (GOI), do Hospital Fernando Fonseca (HFF), foi convidado. O evento contou com a apresentação de um vídeo, baseado em fatos reais, que exemplifica casos de violência ao longo da vida, visando sensibilizar a população para formas de travar a violência.
Uma campanha que pretende destacar a violência como uma “realidade transversal a toda a sociedade e a todas as faixas etárias” e à qual “ninguém pode ficar indiferente!”, pode ler-se no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Mais do que um “exercício de cidadania”, esta iniciativa representa um marco no trabalho realizado em rede e estabelece a base para o envolvimento e participação ativa de toda a sociedade na prevenção da violência.
Trata-se de uma iniciativa da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares do Ministério da Educação, da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais.
A propósito da campanha, Carlos Carreiras, Presidente da Câmara de Cascais e anfitrião da cerimónia de apresentação, referiu: “A violência, a agressão, não é só uma questão que se passa nos outros lados, é uma questão do nosso quotidiano”. E porque alertar para estas questões nunca é excessivo, Carla Semedo, vereadora da Câmara Municipal de Cascais, concluiu “Cascais aposta muito na prevenção junto dos jovens, isto porque queremos deixar a semente naqueles que podem, a longo prazo, vir a ter uma ação transformadora a nível da sociedade”.
A cerimónia contou, ainda, com a presença da presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, Rosário Farmhouse, do diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde, Fernando Araújo e do Secretário de Estado da Educação, António Leite, fruto da parceria realizada para esta campanha entre a autarquia, o Serviço Nacional de Saúde, a Direção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino e da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens.
“A violência é crescente, é cumulativa”, referiu o Coordenador do Gabinete de Segurança do Ministério da Saúde, Sérgio Barata, ao ilustrar uma caso verídico de violência no Sistema Nacional de Saúde, “de entre os variados que se registam por dia, por mês ou por ano, em todo o país”, salientando: “os casos de violência, muitas vezes, podem gerar conflitos maiores”.
No âmbito desta sessão, criaram-se espaços para conversas sobre o tema “agressão” e sobre a forma como a exposição aos maus tratos na infância pode transformar uma vítima em agressor/a. “Esta campanha vem alertar para o papel ativo que todos temos de ter enquanto sociedade, enquanto comunidade, enquanto cidadãos e cidadãs para combater este fenómeno que acompanha o ciclo de vida de muitas pessoas, desde que estão para nascer até morrer. Têm vidas de violência… ”, assim referiu Rosário Farmhouse, Presidente da CPCJ.
Alertar para esta multiplicidade de questões, junto das camadas mais jovens e mais idosas, institui-se como fulcral, por serem as mais vulneráveis. No encerramento do lançamento da campanha ficou, por isso, claro: seja na escola, no trabalho, em família ou em que situação for… “violência não se aceita, ponto!”