No âmbito do Dia Mundial da Higiene das Mãos, celebrado mundialmente a 5 de maio, a Unidade Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos (UL-PPCIRA) da ULS Amadora/Sintra realizou, no dia 7 de maio, no auditório do Hospital Fernando Fonseca (HFF), uma sessão dedicada à importância de uma correta higienização das mãos em contexto hospitalar.
Assinalado este ano sob o lema da Organização Mundial da Saúde (OMS) “Ação salva vidas”, o Dia Mundial da Higiene das Mãos serviu de mote para a ULS Amadora/Sintra reforçar a importância de uma correta higienização das mãos, um gesto essencial na prestação de cuidados de saúde.
Durante a sessão, foi explicado que a higiene das mãos “é uma das medidas mais simples, acessíveis e eficazes para prevenir infeções associadas aos cuidados de saúde. Consequentemente, é também a intervenção mais custo-efetiva no combate à resistência aos antimicrobianos em ambiente hospitalar”.
Em cada contacto com o doente ou com o ambiente envolvente, antes de procedimentos limpos ou asséticos, após o risco de exposição a fluidos biológicos e após o contacto com o doente ou com o respetivo ambiente envolvente, esta prática deve ser cumprida de forma rigorosa e consistente.
Importa recordar que, na maioria das situações clínicas, a fricção das mãos com solução antisséptica de base alcoólica durante 20 a 30 segundos é apropriada. Existem, porém, situações em que as mãos devem ser obrigatoriamente lavadas com água e sabão durante 40 a 60 segundos, nomeadamente quando estão visivelmente sujas ou existe suspeita ou confirmação de infeção por microrganismos esporulados.
Mais do que uma rotina, higienizar as mãos é um compromisso com a segurança dos doentes, a proteção dos profissionais e a qualidade dos cuidados prestados.
Os dados nacionais divulgados pela Direção-Geral da Saúde mostram uma evolução positiva, com a adesão dos profissionais de saúde à higiene das mãos a atingir os 82,2% em 2025, o valor mais elevado alguma vez registado, embora ainda abaixo da meta de 90% definida pelas autoridades de saúde. No Hospital Fernando Fonseca (HFF), da ULS Amadora/Sintra, os dados estão em linha com os valores nacionais, registando-se uma taxa de adesão de 83%.
Segundo Maria João Lopes, médica do Serviço de Infeciologia do HFF, este progresso deve motivar os profissionais a continuar a melhorar, porque cada oportunidade conta. A especialista sublinha ainda: “A higiene das mãos depende de todos: profissionais, doentes, famílias e visitantes. No momento certo e da forma correta, este gesto simples interrompe cadeias de transmissão e protege vidas. Cada ação conta. Cada ação salva vidas”.