O crescimento e a queda de cabelo ocorrem de forma cíclica. Mas quando a queda de cabelo acontece de forma excessiva e continuada estamos perante uma patologia, a alopecia. Saiba quais os fatores que podem estar a desencadear essa reação do corpo. A ansiedade, a falta de nutrição adequada ou problemas hormonais são alguns deles.
A queda de cabelo acontece, naturalmente, devido a questões fisiológicas, sendo que as alterações climatéricas aumentam a percentagem de queda de cabelo, nomeadamente, em meses de outono e inverno.
Por dia, o ser humano perde até cerca de 100 fios de cabelo, sendo esta uma condição normal. O número pode, no entanto, oscilar, caso se verifique alguma condicionante na saúde física e mental ou se, por outro lado, existir um cuidado especial para a prevenção da queda de cabelo. Uma higiene regular do cabelo, com os produtos adequados, previne a queda e fortalece as raízes e a saúde capilar.
Há, no entanto, alguns fatores que comprovadamente podem provocar a queda excessiva do cabelo, entre eles, uma dieta desequilibrada, o stress, o pós-parto, a febre, infeções, doenças crónicas graves, intervenções cirúrgicas, doenças endócrinas (como alterações na tiroide) e alguns medicamentos.
Os fatores que estão na origem da queda do cabelo são assim de diversas ordens. Podem estar relacionados com o estilo de vida, hábitos que fragilizam a haste capilar, com alterações físicas ou hormonais ou com a herança genética.
A queda de cabelo pode ocorrer durante semanas e verificar-se tanto pela perda de fios na lavagem, ao pentear ou na almofada, como pela perda de densidade capilar e espaçamento entre os cabelos.
Os tipos de queda de cabelo são os mesmos em ambos os sexos.
O eflúvio telegénico ou alopecia difusa acontece quando há um problema temporário motivado por acontecimentos externos (por exemplo, stress e alimentação) e que se traduz numa queda de cabelo difusa.
No tipo de queda de cabelo mais comum, a chamada alopecia androgenética, também designada por calvície, a forma de apresentação é que é diferente.
Na mulher caracteriza-se pela rarefação do cabelo no topo da cabeça, em “coroa”, deixando mais visível o couro cabeludo embora possam ocorrer outras apresentações mais comuns. No homem a alopecia androgenética manifesta-se inicialmente pela recessão frontotemporal, as vulgares “entradas, seguida da rarefação no topo do couro cabeludo, com eventual fusão destas áreas.
A alopecia areata está, muitas vezes, associada a uma reação autoimune que leva ao aparecimento de “clareiras”, também designadas de peladas.
A alopecia traumática é uma queda que se associa com a infeção fúngica por um parasita. É mais comum na infância.
É necessário estar atento aos sinais de alarme e consultar um especialista em dermatologia quando algumas das seguintes situações ocorrem:
Diminuição da densidade capilar
Quando o cabelo que cai excede o que nasce e cresce, verifica-se uma diminuição da densidade capilar que deve ser estudada para programar o melhor tratamento.
Existência de peladas
O desenvolvimento de peladas, ou seja, de áreas sem cabelo, deve levá-lo a consultar um especialista.
Cicatrizes
Aparecimento espontâneo de áreas de cicatriz no couro cabeludo.
Rarefação de cabelo com outras manifestações
Rarefação do cabelo acompanhada de descamação, borbulhas, nódulos ou drenagem de pus.
O dermatologista, após um exame cuidadoso do cabelo e couro cabeludo, frequentemente com recurso à tricoscopia (exame que utiliza a dermatoscopia digital para avaliar em pormenor a pele) consegue determinar qual a causa da queda de cabelo e a sua gravidade, de forma a delinear qual a melhor abordagem terapêutica para cada pessoa.
O tratamento das alopecias, dependendo do tipo e gravidade, pode não ser fácil e é normalmente um processo moroso. É necessário esperar pelo menos três a quatro meses até se verem resultados, que variam muito de pessoa para pessoa.
Os medicamentos podem ser tópicos (produtos de aplicação local) ou orais, consoante decisão do médico e do doente.
Há ainda algumas técnicas inovadoras que podem ser aplicadas a certos casos de alopecia.
Existem alguns tipos de laser que podem ser utilizados em determinados tipos de alopecia. Desde que devidamente indicados, os resultados são evidentes, com aumento do crescimento e densidade do cabelo.
O microneedling é uma opção terapêutica eficaz em determinadas alopecias. É uma técnica inovadora muito versátil e bem tolerada, com resultados excelentes no repovoamento capilar nos casos em que está indicado.
Nem todos podemos evitar a queda de cabelo (alopecia) mas esta pode ser atrasada ou atenuada. Para preservar o nosso cabelo devemos ter alguns cuidados na alimentação e no nosso estilo de vida, e adotar alguns cuidados capilares básicos.
Uma alimentação saudável e o exercício físico regular são fatores que podem influenciar a saúde e adiar ou diminuir o ritmo da queda dos cabelos pois interferem com a circulação sanguínea, que transporta os nutrientes para a raiz do cabelo. Quando o organismo está carente de nutrientes, também o cabelo e o couro cabeludo se ressentem.
As vitaminas A, B1, B2, B3, B6, B9, B12, C e E são particularmente benéficas para os cabelos, assim como vários minerais – cálcio, ferro, fósforo, magnésio, iodo, e zinco.
A higiene do couro cabeludo é fundamental para o crescimento e regeneração dos cabelos. Sem uma higiene completa e regular é difícil qualquer tratamento capilar produzir resultados. A escolha de champôs, amaciadores e tónicos capilares é fundamental para prevenir a queda do cabelo.
Pentear ou escovar o cabelo é quase tão importante como lavá-lo, pois ajuda a eliminar a sujidade, a caspa, os cabelos caídos e as células mortas que se vão acumulando, e que podem obstruir a passagem de nutrientes.
Evite também o abuso de permanentes, alisamentos, colorações, ou produtos para moldar o cabelo, pois agridem-no sempre, e no pior dos casos agravam a sua queda.
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