A Unidade de Dor Aguda do Serviço de Anestesiologia do Hospital Fernando Fonseca, da ULS Amadora/Sintra, integrou o grupo de trabalho nacional da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, que elaborou «Recomendações Portuguesas para o Tratamento da Dor Aguda/2024» – publicadas na Revista da SPA VOL. 33 Nº4 2024.
A dor é uma experiência angustiante e fragilizante para qualquer pessoa, associada a morbilidade, insatisfação e perda da qualidade de vida. A OMS reconhece a dor como um problema de saúde pública, constituindo a principal causa de ida ao Serviço de Urgência. A dor aguda tem sido subtratada desde há décadas. Estudos internacionais identificam a presença de dor pós-operatória moderada a intensa em mais de 75% dos doentes operados. Em Portugal, em 2022, efetuaram-se mais de um milhão de cirurgias, prevendo-se um aumento nos próximos anos.
Apesar dos avanços da ciência, o tratamento eficaz da dor continua a ser um desafio atual para os profissionais de saúde. A solução não parece ser o desenvolvimento de novos fármacos ou tecnologias analgésicas, mas sim uma organização apropriada que utilize os conhecimentos existentes. O papel das Unidades de Dor Aguda na melhoria do tratamento da dor é consensual, promovem práticas baseadas em evidências e colaboram na disseminação de conhecimento nessa área. As Recomendações Portuguesas para o Tratamento da Dor Aguda/2024 são uma ferramenta importante para orientar as boas práticas clínicas e obter resultados de qualidade na abordagem da dor e na recuperação funcional da pessoa em todo o ciclo de vida, em múltiplos contextos clínicos (Cirurgia do Ambulatório, Urgência, Obstétricia, Pediatria, Cuidados Intensivos, Politrauma).
As recomendações que saíram deste grupo de trabalho podem ser encontradas aqui:
https://www.spanestesiologia.pt/webstspa/wp-content/uploads/2024/12/revista_spa_vol33_n4_2024.pdf