Serviço de Medicina Intensiva assinala 30 anos de história e cuidados diferenciados

25 Março, 2026

O Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Fernando Fonseca, integrado na ULS Amadora/Sintra, comemora hoje, 25 de março, 30 anos de existência — três décadas marcadas por uma evolução contínua na prestação de cuidados diferenciados.

Criado a 25 de março de 1996, com 10 camas de internamento na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes (UCIP), o Serviço foi progressivamente alargando a sua capacidade e diferenciação. Em 1999, foram instaladas mais seis camas na Unidade de Cuidados Intensivos Cirúrgicos (UCICRE), a funcionar em espaço próprio.

Em 2003, entrou em funcionamento a Unidade de Alta Dependência (UAD), com quatro camas e uma equipa dedicada a doentes com necessidade de vigilância acrescida com acidente vascular cerebral em fase aguda. Já em 2021, foi criada uma segunda Unidade de Cuidados Intensivos (UCI II), com 15 camas, consolidando o crescimento do Serviço.

Ao longo destas três décadas, o Serviço de Medicina Intensiva prestou cuidados a mais de 25.000 doentes, afirmando-se como uma unidade de referência na resposta a situações clínicas de elevada complexidade.

O Serviço destacou-se igualmente como um centro de formação de excelência, tendo contribuído para a formação de 355 médicos internos e de 31 especialistas em Medicina Intensiva. Conta ainda com dois médicos especialistas com grau de doutoramento.

A atividade científica e formativa tem sido igualmente relevante, com a realização de 27 sessões clínicas, a participação em 19 ensaios clínicos e a produção de mais de 80 artigos, posters e capítulos de livros. Em 2020, foi estabelecido um acordo com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, garantindo o ensino pré-graduado de Medicina Intensiva aos alunos do 5.º ano.

O Serviço tem ainda desempenhado um papel ativo em áreas de elevada diferenciação, nomeadamente através da participação no programa ECMO/ECPR — uma técnica de suporte de vida avançado que substitui temporariamente as funções do coração e/ou dos pulmões em situações de insuficiência grave —, bem como na coordenação e participação em áreas críticas como a emergência médica, a doação de órgãos e diversas comissões institucionais e nacionais ligadas à qualidade e segurança dos cuidados de saúde.

Nestes 30 anos, foram também promovidos encontros do Serviço, que reuniram profissionais em momentos de partilha científica e reforço do trabalho em equipa.

Atualmente, o Serviço dispõe de 31 camas, distribuídas pela Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes (10 camas), Unidade de Cuidados Intensivos Cirúrgicos (6 camas), e pela UCI II (15 camas). Durante a pandemia de COVID-19, demonstrou ainda elevada capacidade de resposta, tendo disponibilizado até 61 camas para o tratamento de doentes ventilados.

Trinta anos de história que refletem o compromisso contínuo do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Fernando Fonseca com a prestação de cuidados de excelência, a inovação e a formação, mantendo como prioridade a melhoria constante da resposta aos doentes.