Sessão da ULS debate a droga do riso e as suas complicações neurológicas

3 Outubro, 2026

A sessão da Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra de quinta-feira passada debateu o uso recreativo do óxido nitroso, vulgarmente conhecido como droga do riso. O fenómeno tem vindo a aumentar na Europa e, em Portugal, uma das zonas geográficas com maior consumo é a da Grande Lisboa.

Durante a apresentação dos trabalhos, da responsabilidade de médicos do Serviço de Neurologia da ULS Amadora/Sintra, ficou demonstrado que existem vários fatores a explicar a crescente utilização, nomeadamente o fácil acesso e o baixo custo.

Está demonstrado que são sobretudo os jovens que o utilizam, quer os adultos jovens quer os adolescentes.

Do ponto de vista médico está provado que não existe um limiar seguro para a utilização do óxido nitroso, e as consequências podem ser graves. As complicações neurológicas são as mais frequentes, com tradução clínica que pode ser marcada, resultante de lesão tóxica da medula espinhal, dos nervos periféricos ou mesmo do cérebro.

São os formigueiros e a perda de autonomia na marcha que levam os consumidores a procurar os cuidados médicos no serviço de urgência.

A sessão da ULS Amadora/Sintra, destinada a debater o uso recreativo da droga do riso, pretendeu alertar as especialidades médicas, quer no hospital quer na comunidade, a reconhecer as complicações neurológicas deste consumo. Teve ainda como objetivo, ainda mais abrangente, ser um ponto de partida para a sensibilização e prevenção do consumo.