No dia 23 de julho, o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca(HFF), inserido na ULS Amadora/Sintra, assinalou 30 anos desde a primeira intervenção coronária percutânea (angioplastia coronária) realizada na instituição: um “marco” que mudou definitivamente a forma como o hospital trata a doença coronária.
A Unidade de Cardiologia de Intervenção do HFF tinha iniciado atividade em dezembro de 1995, com cateterismos diagnósticos. O passo seguinte, a intervenção coronária, era uma necessidade óbvia, mas o caminho até à primeira angioplastia levou mais de seis meses. O primeiro doente, de 57 anos, com um enfarte agudo do miocárdio, foi finalmente submetido a cateterismo a 23 de julho de 1996, sendo tratada com sucesso doença significativa na coronária direita.
“Foi muito importante para a Unidade de Cardiologia de Intervenção e para o Serviço de Cardiologia do HFF. Tudo mudou a partir desse primeiro procedimento”, recorda Pedro Farto e Abreu, um dos dois médicos que realizaram esse primeiro procedimento, ao lado de Aniceto Silva, do Hospital de Santa Cruz (atual ULS Lisboa Ocidental) e que que colaborou na implementação da Unidade do HFF.)
Desde então, esta Unidade do HFF acompanhou de perto a evolução da cardiologia de intervenção — dos stents coronários aos stents revestidos a fármaco, da imagem intracoronária aos dispositivos de suporte hemodinâmico e passou a ter uma escala de prevenção 24/7 para o tratamento dos enfartes agudos do miocárdio, sendo um dos hospitais nacionais que trata mais enfartes em fase aguda.
Trinta anos em números:
“Nada disto teria sido possível sem essa primeira angioplastia coronária. Queremos continuar a dar resposta às necessidades da população servida pela ULSASI e que os próximos 30 anos sejam pelo menos, tão bons como estes”, afirma Sérgio Bravo Baptista, atual responsável pela Unidade de Cardiologia de Intervenção do HFF.