As iniciativas promovidas pela Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra para assinalar o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), que se celebra a 29 de outubro, mobilizaram dezenas de utentes e profissionais do Hospital Fernando Fonseca (HFF), com atividades dedicadas à recuperação dos doentes e à prevenção da doença.
Nos dias 26 e 28 de outubro, o Ginásio Verde do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação (MFR) e a Unidade de AVC do HFF acolheram várias iniciativas destinadas a demonstrar a importância da reabilitação na recuperação após um AVC. Já no dia 27, as atividades centraram-se na prevenção e no rastreio dos fatores de risco.
No Ginásio Verde, os doentes internados participaram em sessões de reabilitação que incluíram a simulação de tarefas do quotidiano, com o objetivo de promover a recuperação funcional e prepará-los para os desafios do dia a dia após a doença, incluindo as limitações que possam persistir.
No átrio do Hospital, o “Jogo da Glória” do AVC convidou utentes e outras pessoas a participar em questionários, medir a tensão arterial e realizar outros testes ao longo de um percurso interativo. A iniciativa registou uma forte adesão e permitiu sensibilizar os participantes para a doença e identificar fatores de risco associados à sua ocorrência.
O percurso contou com a participação multidisciplinar de profissionais da Unidade de AVC, do Serviço de MFR e das áreas do Serviço Social e da Nutrição. Ao longo do jogo, foram abordados temas como os sinais de alerta do AVC, a atuação perante um episódio, os processos de reabilitação, a experiência da doença através da atividade “Na pele do AVC”, a vida após um AVC e a identificação e o controlo dos fatores de risco vascular, incluindo através do rastreio.
Este ano, o Dia Mundial do AVC decorre sob o lema global da World Stroke Organization (WSO), “Every Minute Counts” (Cada Minuto Conta), que sublinha a importância de uma resposta rápida perante os primeiros sinais da doença. O AVC continua a representar uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal, pelo que a prevenção, o reconhecimento dos sinais de alerta e a rapidez no acesso ao tratamento são fundamentais para melhorar os resultados clínicos e reduzir as consequências da doença.