“Do Maior para o Mais Pequeno” oferece botas, gorros e mantas aos bebés da ULS Amadora/Sintra

4 Julho, 2026

Botas de lã, gorros e mantas para os bebés que nascem no Serviço de Neonatologia do Hospital Fernando Fonseca (HFF), da ULS Amadora/Sintra, bordados com carinho por mãos experientes de seniores das associações e entidades parceiras da Câmara Municipal da Amadora, foram entregues recentemente numa cerimónia realizada no auditório de um hotel, em Alfragide.

A sessão de encerramento de mais uma edição do projeto “Do Maior para o Mais Pequeno” contou com a presença da diretora do Serviço de Neonatologia do HFF, do Presidente da Câmara Municipal da Amadora, de vereadores, de profissionais do Serviço de Neonatologia e da mentora da iniciativa, a atriz Carla Chambel.

Este projeto solidário nasceu de um desafio lançado à Câmara Municipal da Amadora por Carla Chambel, amadorense e mãe de um bebé prematuro que passou os primeiros dias de vida na Unidade de Neonatologia do HFF. A experiência pessoal da atriz permitiu-lhe perceber a importância que estes artigos de puericultura têm para os recém-nascidos e para as suas famílias, motivando a criação desta iniciativa.

O projeto concretiza-se através de uma parceria entre a Câmara Municipal da Amadora e diversas entidades com resposta social dirigida à população sénior. Ao longo do ano, os participantes confecionam artesanalmente diversos artigos destinados aos bebés internados na Neonatologia, entre os quais almofadas de amamentação, capas para incubadoras, ninhos para prematuros, mantas, gorros e botinhas, que posteriormente são doados à ULS Amadora/Sintra.

Durante a cerimónia, a diretora do Serviço de Neonatologia, Rosalina Barroso, agradeceu o empenho e a dedicação de todos os participantes, sublinhando que “a excelência clínica é fundamental, mas o cuidado humano faz toda a diferença”. Acrescentou que cada peça produzida representa precisamente esse cuidado e carinho que acompanha os bebés e as suas famílias num momento particularmente sensível.

Rosalina Barroso destacou ainda que o projeto é uma demonstração de que as gerações não vivem separadas; pelo contrário, complementam-se, inspiram-se e cuidam umas das outras. “Os mais velhos oferecem a sua experiência e o seu afeto, enquanto os mais pequenos recebem esse legado logo nos primeiros dias de vida”, concluiu.