ULS Amadora/Sintra assinala Dia Mundial da Epilepsia destacando acompanhamento especializado

9 Fevereiro, 2026

Assinala-se a 9 de fevereiro o Dia Mundial da Epilepsia, uma data dedicada à sensibilização para esta condição neurológica e para a importância do diagnóstico e acompanhamento adequados. A ULS Amadora/Sintra associa-se a esta efeméride, destacando o trabalho desenvolvido no apoio e seguimento das pessoas com epilepsia na sua área de influência.

Com base em estimativas nacionais e tendo em conta uma população de cerca de 600 mil habitantes, estima-se que aproximadamente 2500 pessoas na área de abrangência da ULS Amadora/Sintra vivam com epilepsia. Estes números revelam a importância do trabalho desenvolvido pelo Hospital Fernando Fonseca (HFF) nesta área, nomeadamente ao nível do acompanhamento clínico especializado.

No HFF, os doentes com epilepsia são acompanhados em consulta de Neurologia e em consulta dedicada de Epilepsia, beneficiando de uma abordagem especializada. A ULS Amadora/Sintra dispõe ainda de um Laboratório de Neurofisiologia, fundamental para o diagnóstico e monitorização da condição, onde se realizam electroencefalogramas de curta e longa duração, bem como monitorização em internamento com vídeo-EEG, integrada no Serviço de Neurologia.

De acordo com João Peres, médico de Neurologia do Hospital Fernando Fonseca, “o acompanhamento destes doentes é complementado pela colaboração com os serviços de Neurorradiologia, Psiquiatria e pelo Serviço de Urgência, assegurando uma abordagem multidisciplinar, quer na investigação etiológica, quer no tratamento das crises e das comorbilidades associadas”.

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada pela predisposição para a ocorrência de crises epilépticas, resultantes de atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro. Estas crises podem manifestar-se de diferentes formas, consoante a área cerebral envolvida, incluindo crises convulsivas, paragens súbitas da atividade (ausências), movimentos involuntários, alterações do comportamento ou fenómenos sensoriais, como alucinações visuais, auditivas ou tácteis.

As causas da epilepsia são múltiplas, destacando-se as etiologias genéticas e metabólicas mais frequentes na infância, as causas traumáticas no adulto jovem e as causas vasculares ou degenerativas nos idosos. Importa salientar que a epilepsia nem sempre se manifesta por crises convulsivas, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.

“O reconhecimento precoce da condição, a correta caracterização das crises e a adesão à terapêutica antiepiléptica são determinantes para o controlo clínico, redução do risco de complicações e melhoria da qualidade de vida dos doentes”, conclui João Peres.