A adoção de sistemas e modelos de Inteligência Artificial (IA) foi objeto de discussão numa sessão da ULS Amadora/Sintra, que decorreu no passado dia 9, no Auditório do Hospital Fernando Fonseca.
Na iniciativa, foram abordados os benefícios sociais e o crescimento económico proporcionados pela IA. No entanto, foi também destacado que, em algumas situações, estes modelos podem criar riscos relacionados com a segurança dos utilizadores, incluindo a segurança física, bem como com os direitos fundamentais.
Durante a sessão, foi sublinhada a importância de uma abordagem centrada no ser humano na utilização de modelos de IA, o que implica assegurar que as aplicações respeitam a legislação em matéria de direitos fundamentais.
Foi ainda referido que a integração de requisitos de responsabilização e transparência no desenvolvimento de sistemas de IA de elevado risco, bem como o reforço das capacidades de execução, podem contribuir para que estes sistemas sejam concebidos em conformidade com o enquadramento legal desde a sua origem. Perante estes desafios, foi salientada a necessidade de garantir que os riscos sejam devidamente mitigados e que os benefícios sejam devidamente considerados.
Os intervenientes destacaram também que os progressos nesta área oferecem oportunidades significativas para transformar os cuidados de saúde, tornando-os mais eficazes, acessíveis e economicamente sustentáveis. Ainda assim, alertaram para os desafios e riscos associados, sublinhando a necessidade de uma implementação ética e regulada.