Dia Mundial da Prevenção de Quedas

24 Junho, 2021

Sabia que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, as quedas são uma das principais causas de morte por lesões não intencionais a nível mundial? Por esse motivo assinala-se hoje, dia 24 de junho, o Dia Mundial da Prevenção de Quedas.

As quedas são acontecimentos inesperados e a sua ocorrência está associada a diversos fatores de risco. Sendo a idade avançada um dos fatores preponderantes. A criança por sua vez, devido a fatores inerentes à sua idade e desenvolvimento psico-motor, acarreta um risco acrescido de queda tornando-se essencial a sua vigilância e prevenção.

O envelhecimento possibilita a aquisição e desenvolvimento de doenças que podem vir a comprometer a independência do idoso, interferindo principalmente, no seu contexto psicológico, social e familiar.

Independentemente da idade, todas as pessoas têm risco de queda. Porém nas pessoas mais idosas, uma queda pode resultar num problema grave, podendo originar limitações funcionais, aumento da morbilidade e ou mortalidade e maior vulnerabilidade a quedas.

As quedas podem ocorrer devido a fatores relacionados ao estado de saúde da pessoa, entre eles: distúrbios de locomoção, de equilíbrio, fraqueza muscular, sedentarismo, problemas de visão/audição.  Os fatores ambientais, por exemplo: pisos escorregadios, encerados ou molhados, iluminação inadequada, ausência de corrimão, sanitários muito baixos, vestuário e calçado inapropriado, obstáculos, tapetes soltos, entre outros.

O internamento hospitalar aumenta o risco de queda, pois os doentes alteram as suas rotinas e encontram-se num ambiente diferente do que lhes é familiar.

Nesse sentido a preocupação com a problemática das quedas é uma realidade e uma prioridade no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF). Em 1998 foi criado o Grupo de Prevenção e Controlo de Quedas pela Direção de Enfermagem do HFF, composto por uma equipa multidisciplinar de profissionais de saúde. O principal objetivo deste grupo de trabalho é analisar as ocorrências e definir e implementar estratégias de intervenção para a prevenção e redução das quedas no nosso Hospital.

O risco de queda é avaliado através da Escala de Morse, na qual estão a ser avaliados os fatores relacionados com o utente. Todos os doentes adultos internados são avaliados durante as primeiras doze horas de internamento sendo atribuído um nível de risco. Os doentes de alto risco são sinalizados com uma pulseira roxa. Cada grau de risco tem intervenções de prevenção associadas.

O Grupo de Prevenção e Controlo de Quedas promove o envolvimento de todos os profissionais de saúde do HFF nesta problemática e direciona esforços na sensibilização sobre a importância da prevenção, da informação/formação de todos os profissionais.

Os utentes e suas famílias são também um público-alvo abrangido nesta estratégia, visando melhorar a segurança de todos no HFF.

A melhoria da qualidade de vida dos utentes e um consequente aumento de ganhos em saúde é uma realidade com estas medidas de acautelamento das quedas. A enfermeira Ana Fontainhas, coordenadora do Grupo de Prevenção e Controlo de Quedas do HFF, refere que “As quedas continuam a ser a ocorrência mais reportada, apesar da sua incidência ter vindo a diminuir. O trabalho desenvolvido é contínuo e muito focado na prevenção, só sendo possível alcançar resultados com o envolvimento de todos os profissionais do Hospital” refere Ana Fontainhas. Ainda assim, esta profissional conclui que “as quedas são uma problemática que não pode ser desvalorizada, pelo que a existência de um Dia dedicado a esta temática tem a grande vantagem de sensibilizar a comunidade para uma questão importante e cujos riscos podem ser minimizados com medidas de prevenção simples, do nosso dia a dia”.