HFF reforça autonomia e rede interna de fornecimento de oxigénio

20 Janeiro, 2021

A pandemia por COVID-19 trouxe diversos desafios aos hospitais, entre os quais as necessidades de oxigénio para tratamento dos doentes com infeção pelo coronavírus. Esta patologia obriga a que os doentes sejam tratados com oxigénio em alto débito, levando assim a estrutura hospitalar a adaptar-se a essa realidade.

Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca  (HFF) efetuou um reforço da rede de gases medicinais que serve esta unidade, designadamente as áreas das enfermarias, serviços de urgência, unidades de cuidados intensivos, entre outras. Foi assim instalada uma nova rede de oxigénio na Torre Amadora para reforço da rede já existente, visando a manutenção de fluxos para estabilização da rede de oxigénio face ao elevado consumo.

Toda a rede de oxigénio do HFF é abastecida por um tanque com 30 metros cúbicos com capacidade para seis dias de consumo. Além deste tanque principal, existe ainda um quadro de emergência com capacidade para cinco horas de autonomia, bem como um stock de cilindros de oxigénio de 5, 30 e 50 litros, o qual que é reposto diariamente.

Esta semana tiveram também início os trabalhos para a instalação de um novo tanque de oxigénio, com uma capacidade de 13 metros cúbicos que funcionará em paralelo com o existente. Esta nova infraestrutura, que ficará concluída dentro de três semanas, vai aumentar a autonomia do HFF, antecipando eventuais necessidade de aumento do consumo.

Além disso tiveram também já início os trabalhos de instalação de uma rede redundante na Torre Sintra, que tal como a rede redundante instalada na outra torre irá reforçar a rede de gases medicinais já existente. Adicionalmente vai também ser instalado um tanque de oxigénio para alimentar em exclusivo a Área Dedicada a Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência, com uma capacidade 5 metros cúbicos a qual que ficará independente da rede principal do HFF.

Para Filipe Chibante, diretor do Serviço de Instalações e Equipamentos, a realização destes reforços “vem praticamente duplicar a autonomia do HFF na disponibilidade de oxigénio”. Além disso “os reforços ao nível de redes redundantes e redes primárias permitem estabilizar os fluxos de débito, dotando de maior estabilidade a globalidade do fornecimento deste medicamento que é o oxigénio medicinal”, refere ainda Filipe Chibante.