Medicina Intensiva no HFF celebra 25 anos de excelência e vanguarda 

25 Março, 2021

O Serviço de Medicina Intensiva (SMI) do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) celebra hoje 25 anos de existência. Nesta efeméride simbólica destaca-se o número de mais de 17.000 doentes críticos que ao longo do último quarto de século receberam cuidados de saúde neste serviço de medicina altamente diferenciado do HFF. Do balanço dos últimos 25 anos sobressai igualmente a inovação, pioneirismo e excelência, fruto da dedicação e superação dos seus profissionais, que assumiram um papel fundamental na criação e afirmação desta importante especialidade médica em Portugal, projetando o SMI do HFF à escala nacional e internacional. 

O SMI do HFF entrou em pleno funcionamento a 25 de Março de 1996, uma semana antes da abertura oficial do HFF, disponibilizando dez camas de cuidados intensivos. Ao longo dos últimos 25 anos passaram por este serviço mais de 300 médicos internos de várias especialidades, e terminaram a sua formação 16 especialistas em Medicina Intensiva. Destaca-se ainda o papel do SMI do HFF no ensino pré-graduado de Medicina: o Serviço é responsável pela cadeira de Medicina Intensiva da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. 

Paulo Telles de Freitas, Diretor do SMI do HFF, é o rosto desta unidade de cuidados diferenciados vocacionados para a prestação de cuidados ao doente crítico, desde a sua fase embrionária de projeto, e um dos “pais” da especialidade de Medicina Intensiva do país, reconhecida oficialmente em 2016. 

Este responsável relembra a inovação tecnológica e funcional que representou a construção desta unidade, com um detalhado planeamento na sua fase de projeto, recolhendo as melhores práticas internacionais. Efetivamente, a unidade de cuidados intensivos do HFF foi a primeira em largas décadas a ser construída na região de Lisboa e Vale do Tejo, destacando-se assim, à data, pela modernidade do seu equipamento médico e tecnológico, e pelas soluções pioneiras adotadas, como a introdução de quartos de isolamento.

A nível da organização do serviço, as práticas introduzidas pelo SMI do HFF acabaram, posteriormente, por ser adotadas pela generalidade dos hospitais nacionais, das quais se destaca a diferenciação e valorização do papel dos enfermeiros e assistentes operacionais de Medicina intensiva, e a introdução de um horário liberal de visita, das 11h às 19h.

Atualmente o SMI do HFF disponibiliza um total de 35 camas: as dez camas da UCIP – Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, que hoje comemoram 25 anos, seis camas da UCICRE – Unidade de Cuidados Intensivos Cirúrgicos Especiais, e a recém-inaugurada UCI-II, que entrou em funcionamento na segunda metade do passado mês de janeiro, adicionando 15 camas, instalações e equipamentos de última geração. Durante o mês de fevereiro, pico da pandemia no HFF, o SMI aumentou a sua capacidade de resposta ao doente crítico, expandindo a sua capacidade para um total de 50 camas, momento que exigiu um verdadeiro espírito de missão dos seus profissionais, apoiados por uma mobilização total de vários profissionais de saúde de outras especialidades.

Paulo Freitas assegura que a resposta do SNS à pandemia só foi possível devido à existência e investimento nesta especialidade médica. O responsável acredita que a Medicina Intensiva vai ter um papel cada vez mais importante no futuro, tanto em Portugal como no mundo, devido a uma cada vez maior complexidade das doenças, sendo essencial assegurar o direito dos cidadãos ao acesso a cuidados diferenciados de qualidade. O Diretor fundador do serviço no HFF assegura que o Hospital continuará nos próximos 25 anos na vanguarda da especialidade, diferenciando-se pela qualidade e inovação dos cuidados de saúde prestados no tratamento de situações de doença aguda.

Fotografias de arquivo.